Vida!

Nesta hora de duro combate em Portugal, peçamos ao Espírito Santo que ilumine esta Nação.

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O respeito pela vida é o principal fundamento da ética, é um preceito da lei natural, profundamente impresso na nossa cultura. É função das leis promoverem a prática desse respeito pela vida!

O jurista Doutor Paulo Otero considera que “2007 pode bem ser um ano muito negro em matéria de direitos fundamentais”, desde logo porque poderá começar, se o “sim” vencer o referendo, com a oficialização de “uma licença para matar”. Além disso, acrescenta, numa altura em que “se fala tanto de igualdade”, “esquece-se o factor pai, é como se este não existisse, como se a criança fosse gerada por obra e graça exclusiva da mulher”. A acrescentar a isto, “a lei permite que uma mulher casada possa livremente abortar sem o consentimento do marido, mas precise da autorização deste, se casada em regime de comunhão de adquiridos, para dispor de um carro ou de um prédio [adquiridos em conjunto]”, vinca, rematando: “É mais fácil uma mulher desembaraçar-se de um filho do que de um carro.” (In “Público”)

A lei que vai a referendo não é uma lei que vise tão somente uma mera “despenalização”, mas, sim, trata-se de uma lei que, de facto, vai permitir uma “liberalização legalizada”, pois cria-se um direito cívico de recurso às instituições de saúde para que estas efectivem esse novo direito de matar. Não devemos esquecer que essas instituições existem para defender a vida, são pagas com o dinheiro de todos nós e nunca poderão estar ao serviço da morte.

O que estará em causa no próximo referendo não é a prisão ou não dos infractores (argumento falacioso de que se têm servido os que são a favor do aborto, para assim enganarem mulheres incautas…). O que está em causa no próximo referendo é principalmente, entre outras coisas, o direito à Vida de um ser pequenino, que não tem poder nem capacidade para exigir viver!

Quais as razões válidas para uma mulher poder abortar livremente até às 10 semanas? Simples vontade? Incapacidade de ser mãe? Malformação do feto? Perigo de morte ou grave lesão para o corpo da mulher grávida? Questões económicas? Porque a gravidez foi fruto de uma relação sexual descuidada, ou não querida? Por violação?
Muitos desses casos estão previstos na lei actual! Não é preciso, pois, uma lei nova. Nos casos em que a mulher não quer ter o filho, por razões do seu foro íntimo ou por dificuldades económicas, há instituições (quase todas católicas, ou de inspiração cristã) que acolhem e cuidam dessas crianças. Não se elimine uma criança que pode vir a ser um grande homem!
Quem quiser ter sexo pelo sexo, sem responsabilidade, terá de usar dos cuidados necessários. E se uma mãe engravida sem o desejar, não deverá aproveitar-se de uma norma legal para fazer “desaparecer” um ser vivo, que é um filho de Deus – e cuja Vida ou morte não pode ser decidida por um acto irreflectido e ligeiro de quem o alberga em seu ventre.

É inadmissível que o civilizado mundo ocidental aprove e promova acto tão bárbaro!
Sim, como é possível legalizar um crime? Não podemos permitir isso. É preciso promover a vida e votar na sua defesa. Porque, para quem ama a vida, o feto não é só um ser silencioso, é uma vida humana. E argumentos referindo que o novo ser ainda não é vida, que não está minimamente formado, ou que não sente nada, são absurdos, muito mais enquanto critérios de despenalização do aborto.

Não se pode criar, com o referendo e a liberalização do aborto, um direito cívico de recurso a instituições de saúde para matar, quando essas instituições existem para preservar e defender a vida!
E alguém duvidará que as boas intenções das normas não virão a ser desvirtuadas e habilmente aproveitadas consoante as necessidades mais variadas? Na verdade, depois de legalmente se vir a autorizar o aborto até às 10 semanas, é evidente que isso será uma porta aberta para a banalização e para os abusos. Acontece em todos os domínios da acção humana – e aqui, inevitavelmente, vai acontecer. E a prova é-nos dada pelo que tem sucedido noutros países.

Penso que muita gente ainda não interiorizou que o ser humano é efectivamente ser humano desde a concepção. São provas científicas, nem sequer é assunto de religião. E não venham impingir a ideia de que este assunto é do foro religioso, que só interessa à Igreja, e que é esta que não quer o referendo.
O aborto é uma questão de direitos fundamentais, que diz respeito a todos os homens e mulheres, sejam religiosos ou não, sejam desta ou daquela ideologia política.

Eliminar uma vida (e pior ainda quando inocente e indefesa) é um crime! O respeito pela vida é o principal fundamento da ética, é um preceito da lei natural, profundamente impresso na nossa cultura. É função das leis promoverem a prática desse respeito pela vida. Mas parece que se quer perverter todo esse sentido natural.
Para além de quaisquer considerações de ordem filosófica, ética ou religiosa, é bem claro que o homem não pode arrogar-se o poder ou o direito de decidir da vida de outro ser humano, tanto mais quando ele é ainda muito pequenino e indefeso – mas que, pese tal condição, é um ser humano completo, vivo, com todos os direitos que todos nós temos!

Vejamos o que diz a comunidade científica acerca destas pequeninas vidas: 

No 7º DIA de concebido, o embrião mede um milímetro e meio e emite uma mensagem química que força a mãe a conservá-lo – é o bebé que detém o ciclo menstrual de sua mãe. O coração ainda não pode ser escutado mas já palpita e tem o tamanho de um grão de trigo aproximadamente. 

Na 2ª SEMANA, o coração já bate e o bebé tem os membros muito pequenos mas esboçados. 

Em 8 SEMANAS, o bebé já mede três centímetros da cabeça até o final da coluna, já possui forma completamente humana, tem cabeça, braços, dedos, etc. tem inclusive as linhas das mãos traçadas. 

Entre 8 a 10 SEMANAS, as impressões digitais já estão presentes, são muito pequenas. Se se pudesse fotografar e ampliar, obteríamos perfeitamente as suas impressões e já poderia ter o seu documento de identidade. Estas impressões já não mudarão até ao final da sua vida. 

Que dizer disto? Que nome se dará à liquidação deste ser humano, apesar de muito pequenino…? Usamos um eufemismo…ou temos a coragem de qualificar tal acto como é – verdadeiro homicídio…?! 

Gostaria agora de citar Madre Teresa de Calcutá:

“O aborto é um assassinato no ventre. Uma criança é um presente de Deus. Se alguém não a quiser, dê-a a mim.
A maior destruição da paz é o aborto; pois se uma mãe pode matar a sua própria criança, o que impede que eu mate o meu próximo e ele me mate? É uma pobreza de espírito decidir que uma criança deve morrer para que você possa viver como deseja.”

Vejamos agora o que sucede nalguns países onde o aborto foi legalizado. Na nossa vizinha Espanha a lei exige certos requisitos para ser efectuado o aborto. Mas o que na prática ocorre é um desvio dessa mesma lei, praticando-se o aborto em qualquer estádio da gravidez, não se respeitando o período de tempo imposto como limite legal. Alguém duvidará que isto também irá acontecer em Portugal, tanto mais que é previsível que o prazo-limite se vá ampliando através de sucessivas alterações da lei? A lei que iremos votar no referendo, é, em comparação com muitas da Europa, a que menos requisitos impõe para a prática do aborto. Só exige a vontade da mulher, o prazo de 10 semanas, e um estabelecimento competente (clínicas privadas financiadas a peso de ouro pelo Estado que, pelos vistos, parece ter dinheiro para suportar isso – bem entendido, à nossa custa -, mas não tem dinheiro para financiar o que verdadeiramente importa, ajudando a família, investindo nas áreas de saúde e segurança, hospitais, formação, planeamento familiar, educação).
O que há a fazer é proteger a Mulher e a Família, para preservar a Vida! O que o Estado tem que fazer é oferecer boas condições para que as mães possam ter os filhos em excelentes condições, e apoiar a educação dos homens de amanhã!
Não deveria o Governo utilizar as verbas destinadas ao financiamento da Interrupção Voluntária da Gravidez (expressão doce para mascarar o acto hediondo do aborto) na protecção à família, no incentivo à natalidade e no apoio aos doentes? Investir na Família, na Saúde, na Educação – essa deverá ser a primeira preocupação de um Estado que zela pelos cidadãos.
Vejamos ainda outros exemplos práticos das consequências negativas da legalização do aborto. Em países como a Finlândia, Alemanha, França, os requisitos para a prática do aborto são em maior número e mais limitadores, e mesmo assim, o número de abortos aumentou de forma desenfreada e assustadora (com todos os efeitos nefastos que daí advêm), de tal forma que estes países reconhecem que nunca deveriam ter aprovado a lei!
Especial alerta a Portugal acaba de ser dado pelas mulheres francesas que se manifestaram mais uma vez, numa grande concentração em Paris, pedindo a alteração da lei francesa do aborto cuja aplicação redundou no aumento significativo do número de abortos, num maior sofrimento das mulheres e na queda da natalidade. 
Veja-se também o caso da Alemanha onde o governo se vê a lutar desesperadamente, recorrendo a variados meios para incentivar a natalidade!

Por último, tenhamos também em conta as manifestações dos americanos que pedem a revogação da lei do aborto, ou pelo menos a sua alteração, requerendo maiores restrições à prática do aborto.
Na verdade, segundo o último inquérito realizado pela “CBS News”, 47% da população expressou o seu desejo de proibir, por completo, o aborto! Enquanto que 16% afirmou desejar mais restrições à prática do aborto. E 30% requereu que se limite a prática do aborto aos casos de violação, incesto ou perigo de morte para a mãe.
Como nota final, que julgo ser da maior importância, refira-se que a aprovação do aborto nos EUA foi conseguida por meio de um trabalho fraudulento de persuasão dos cidadãos, onde se verificou a manipulação de estatísticas, enganos, mentiras, e até mesmo calúnias contra a Igreja.
Esta verdade, provada, foi denunciada pelo Dr. Bernard Nathanson (uma das pessoas que mais esforços empenhou para que fosse aprovada a lei do aborto nos EUA) que esteve à frente da maior clínica de aborto dos EUA, como Director, tendo sido por ele realizados mais de 5mil abortos, e autorizados mais de 60mil.
Após estudar em profundidade o feto no interior no útero, o Dr. Bernard, apercebeu-se dos seus graves erros, e passou a ser, há mais de 20 anos, um dos maiores defensores da vida do feto, e desde então tem lutado fortemente contra o aborto, alertando e esclarecendo todos os que duvidam que a vida humana se gera no momento da concepção.

Não desprezemos os exemplos e avisos dos que já experimentaram as consequências terríveis destas leis nefandas pró-aborto. Tenhamos consciência das implicações futuras das nossas decisões.

Votemos Não ao aborto – Sim à Vida!


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