Arquivo de Junho 2007

Mais Objectores de Consciência

Junho 12, 2007

Mais Médicos declaram-se Objectores de Consciência

Depois do Hospital de Santa Maria, de Lisboa, são agora os médicos do Santo António, do Porto, que vêm proclamar o direito à objecção de consciência na realização de abortos, a pedido da mulher, até às 10 semanas, sem causa justificativa, tal como agora está definido na lei.

Também nos Açores,  a objecção de consciência foi alegada pelos seis obstetras do Hospital de Angra do Heroísmo, da Ilha Terceira. A mesma decisão foi tomada pelos 17 enfermeiros do serviço de Obstetrícia do mesmo hospital.
Os obstetras do Hospital de Ponta Delgada manifestaram a intenção de tomar a mesma atitude dos seus colegas da Terceira, embora aguardem ainda a regulamentação da lei e o documento a ser generalizado a nível nacional para manifestação da objecção de consciência.

Que dirão agora o Primeiro Ministro e o seu governo, que tanto se bateram para aprovar a miserável e nefanda lei…?

Já se sabia que esta imoral e vergonhosa modificação da lei do aborto, atentatória da dignidade humana, tinha sido urdida, pela gente que está no poder, de forma sórdida e à revelia da vontade dos Portugueses, vilmente enganados pela forma falaciosa como a pergunta do referendo foi formulada. Vêm agora os profissionais da saúde afirmar, clara e inequivocamente, a sua absoluta discordância com o que foi legislado.

Cavaco Silva teve nas mãos a possibilidade de reparar o mal que se estava a cometer. Bastar-lhe-ia vetar a iníqua lei.
Alertado por muitos, de vários quadrantes políticos e sociais, para a necessidade de pôr freio a esse desmando que se estava a preparar, de consequências nefastas e imprevisíveis para o País, o PR não quis “ofender” os nossos néscios (des)governantes, e não assumiu a única atitude digna que se impunha. Ao contrário, deixou correr…

São agora os profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, conhecedores, como ninguém, do sofrimento físico e moral da mulher que aborta, que vêm a terreiro proclamar bem alto não querer pactuar com a morte deliberada de inocentes, não querer sujar as mãos em tão hediondo crime.

Esta tomada de posição é esclarecedora. Fica à meditação de todos aqueles que – uns, por comodidade ou por falta de informação; outros, quiçá por interesses inconfessáveis – não foram capazes ou não quiseram denunciar, ou simplesmente pactuaram, com o facilitismo, com o “deixa ir”… nesta questão verdadeiramente crucial para a Nação Portuguesa.

Mas a luta continua. Tal como sempre temos dito, depois da vergonhosa aprovação desta lei abjecta do aborto, a luta continua.
Sempre a favor da dignidade da mulher e Mãe, a favor do direito a nascer dos bebés.