Arquivo de Maio 2007

Choisir La Vie

Maio 30, 2007

DIA NACIONAL pela VIDA – França
DIA da FAMÍLIA – Itália

FRANÇA – Em França celebra-se, no próximo Domingo, o Dia Nacional pela Vida.  Há 8 anos consecutivos que é celebrado este dia em que se festejam as mães que acolheram a vida, sendo ao mesmo tempo uma homenagem aos defensores da vida. É uma ocasião para testemunhar a necessidade da defesa da vida de todo o ser humano desde a sua concepção.

Esta iniciativa, que contou com a colaboração das “Associations Familiales Catholiques (AFC)” e da “Union Pour la Vie (UPV)”, surgiu como resposta ao apelo lançado pelo Papa João Paulo II, na Encíclica “O Evangelho da Vida”.
http://www.choisirlavie.org

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ITÁLIA – Dia da Família – “Più famiglia” (“Mais família)
http://www.forumfamiglie.org

Foi este o lema da grande manifestação ocorrida na Praça San Giovanni, em Roma, no passado dia 12 de Maio, denominado DIA DA FAMÍLIA, que congregou largos milhares de famílias, que proclamaram bem alto que a verdadeira prioridade social deve centrar-se na Família, célula-base e cerne de toda a sociedade.
O Forum das associações e movimentos em prol da defesa da família aprovou e subscreveu o Manifesto com o título “Più famiglia” (“Mais família”), e com o subtítulo “Ciò che è bene per la famiglia è bene per il Paese” (“O que é bom para a família é bom para o País”), onde se sublinha a necessidade de políticas públicas de promoção da família, ao mesmo tempo que se solicita a assunção de responsabilidades da parte dos legisladores.

Foi aprovado um documento (“Si alla famiglia, la vera priorità sociale” – “Sim à família, a verdadeira prioridade social”) que constituirá a base de uma grande mobilização nacional contra qualquer hipótese legislativa de equiparação das uniões de facto à família fundada no matrimónio.

E neste cantinho ao sul da Europa, o que vamos fazendo nós, para defender a família dos ataques insidiosos de que está a ser vítima, sobretudo agora que foi aprovada a permissão legal para o assassinato dos bebés, eufemisticamente chamada “interrupção voluntária da gravidez”?
Para quando uma mobilização nacional, que mostre a estes (des) governantes que nos impingiram, a força da Família? Fica à reflexão e espera-se a acção de todos nós!

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Albert Camus – Agnóstico?

Maio 9, 2007

Livro do reverendo metodista Howard Mumma revela um Camus à procura da Fé

Albert Camus, homem inquieto que perseguiu sempre o sentido da vida, tem sido considerado um agnóstico, e falsamente apelidado de “existencialista” – apodo que ele próprio rejeitava.
A obra de Camus não é uma defesa do absurdo da existência, como se quer fazer crer, mas um grito eloquente de que o mundo só responde com o absurdo à inquietação do coração humano para encontrar o sentido da vida.

Só nos seus últimos dias terrenos Camus encontrou o verdadeiro sentido da vida.

A este propósito, saíram agora a lume as conversas que Albert Camus e o reverendo metodista Howard Mumma tiveram há 50 anos em Paris.


Publicado por editora de língua castelhana, o extraordinário testemunho de Mumma recolhe extensos e profundos diálogos com Camus, e mostra até que ponto o “existencialista” lutou para alcançar a fé que lhe desse aquilo que o mundo não lhe oferecia.

O relato deste processo de inquietação para conhecer a resposta que dá a Fé Cristã às interrogações mais profundas do ser humano, revela um escritor derrotado pelo êxito e insatisfeito pela impossibilidade de encontrar na luta política pela justiça uma solução para os problemas do mundo: “Sou um homem exausto e desiludido. É impossível viver sem sentido”.

Pelos anos cinquenta, o reverendo metodista Mumma oficiava serviços religiosos
em Paris. O literato francês frequentava esse templo para escutar o organista Marcel Dupré. Desde logo, porém, a pregação de Mumma o cativou.

Mais de quarenta anos após a morte de Camus, o nonagenário Mumma revela o segredo das suas conversas com Camus: a progressiva aproximação de Camus à Fé Cristã, ao mistério da Graça para superar a angústia da injustiça, do sofrimento e da morte – (“El existencialista hastiado”. Howard Mumma – Voz de Papel. Madrid 2005).

Camus sintetiza assim o seu itinerário espiritual com uma personagem do Evangelho: «Sinto-me totalmente identificado com Nicodemos, porque, tal como ele, não entendo bem o que queria Jesus dizer quando lhe disse que tinha de nascer de novo. Mas é isso o que eu quero, é a esse nascer de novo que eu quero comprometer a minha vida”.

Camus pretendia ser baptizado. Infelizmente, o trágico acidente de viação em que perdeu a vida impediu a concretização de tal desejo.

A despedida de Mumma y Camus terminou com a frase mais desconcertante do relato para aqueles que continuam a ver no Nobel francês um defensor do agnosticismo: “Meu amigo, vou continuar a lutar por alcançar a Fé!”