Arquivo de Março 2007

Consequências psicológicas para a mulher que aborta

Março 26, 2007

O aborto é tão contrário à ordem natural das coisas, que, automaticamente, induz uma sensação de culpa.

Quais são os problemas que uma mulher que provocou o aborto deve encarar? Antes de tudo e principalmente, a necessidade de enfrentar a realidade de ter provocado um aborto.

A verdade é que, quando uma mulher aceita submeter-se a um aborto, ela concorda em assistir à execução de seu próprio filho. Esta amarga realidade que ela tem que encarar, é exactamente o oposto do que a família e a sociedade espera da mulher: que seja paciente, amorosa e maternal. Isso também vai contra a realidade biológica da mulher, que é preparada especialmente para gerar e cuidar de seu filho ainda não nascido.

Assumir o papel de “matadora”, particularmente de seu próprio filho, sobre o qual ela própria reconhece a responsabilidade de proteger, é extremamente doloroso e difícil.

O aborto é tão contrário à ordem natural das coisas, que automaticamente induz uma sensação de culpa na mulher. Os terapeutas têm observado pavores irracionais e depressões ligadas às experiências abortivas, conjunto de sintomas a que chamam “síndrome pós-aborto” (SPA).

A terapeuta americana, Dra. Terry Selby, defende que o aborto é, antes de tudo, um procedimento físico, mas que produz um choque no sistema nervoso e provoca um impacto na personalidade da mulher. Além deste problema psicológico, cada mulher que se submeteu a um aborto terá de encarar a morte de seu filho, que não nasceu, como uma realidade social, emocional, intelectual e espiritual. Quanto maior a negação, a rejeição, maior será a dificuldade para a mulher de enfrentar a realidade da experiência abortiva, mais graves serão as reacções, e mais doloroso será o tratamento.

Nenhuma criatura é tão amada nesta terra como o bebé por parte de sua mãe; e nenhuma criatura depende tanto da outra, como um bebé depende da mãe. É a relação humana mais intensa que a humanidade conhece. A mãe está pronta até a dar a vida por ele. Aliás, até com os animais ocorre assim. Se formos brincar com os pintainhos de uma galinha, ela certamente vai defendê-los, avançando contra nós. Nem a cobra mata os seus filhotes… É lógico, portanto, que o aborto é uma grande violência para mãe, e também para o bebé.

O instinto materno é um dos mais fortes na mulher; por isso, ela jamais calará a voz da sua consciência diante da prática do aborto. Ela sabe que matou o próprio filho e sabe que Deus também sabe. Muitas mulheres que abortaram deram o testemunho de que só encontraram a paz depois que se converteram e receberam o perdão de Deus.

O papa João Paulo II dirigiu um pensamento especial para a mulher que praticou o aborto.

“Um pensamento especial quero reservá-lo para vós, mulheres que recorreram ao aborto. A Igreja está a par dos numerosos motivos que poderiam ter influído sobre a vossa decisão e não duvida que em muitos casos se tratou de uma decisão difícil, talvez traumática. Provavelmente a ferida no vosso espírito ainda não está sarada. Na realidade, aquilo que aconteceu foi e permanece profundamente injusto. Mas não vos deixeis cair no desânimo, nem percais a esperança.

Se não o fizestes ainda, abri-vos com humildade e confiança ao arrependimento: o Pai de toda a misericórdia espera para vos oferecer o seu perdão e a sua paz no sacramento da reconciliação. Dar-vos-eis conta de que nada está perdido e podereis pedir perdão também ao vosso filho que agora vive no Senhor.

Ajudadas pelo conselho e pela solidariedade de pessoas amigas e competentes, podereis contar-vos, com o vosso doloroso testemunho, entre os mais eloquentes defensores do direito de todos à vida.
Através do vosso compromisso a favor da vida, coroado eventualmente com o nascimento de novos filhos e exercido através do acolhimento e atenção a quem está mais carente de solidariedade, sereis artífices de um novo modo de olhar a vida do homem”.

Prof. Felipe Aquino – católico brasileiro, autor de livros de formação sobre a Igreja e a família.

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Pai…

Março 19, 2007

… tu me guardas e alimentas.
Tu me educas e me guias.

Obrigado!

“Como o bom exemplo de S. José, que todos os pais possam viver e apreciar a beleza de uma vida simples e de trabalho, cultivando a relação conjugal e cumprindo com entusiasmo a missão educativa, com simplicidade, fidelidade e muito amor.”

Mulher…

Março 8, 2007

…com amor, sensibilidade e fortaleza guias o mundo.

Mulher de fé e fonte de esperança,

Parabéns!

Anjinhos…

Março 8, 2007

Parece que já se deram conta do erro…

Quem pode ainda acreditar nas palavras que a esquerda profere?
A esquerda sempre jogou e continua a jogar com a mentira e o engano… Não sabe o que são valores… Só lhe interessa a tomada e a manutenção do poder – os meios não interessam, são todos “legítimos”… Por isso, usa e abusa da trapaça, da mentira, da burla…

Passo a transcrever um artigo publicado ontem:

PSD e CDS-PP acusam PS de enganar votantes

PSD e CDS-PP colocaram-se hoje contra a nova lei que despenaliza a interrupção da gravidez, acusando o PS de consagrar o aborto livre e de enganar os votantes no referendo.

Na votação do projecto de lei conjunto do PS, PCP, BE e Verdes na especialidade, deputados do PSD que apoiaram o «sim» no referendo de 11 de Fevereiro, como Ana Manso e Luís Campos Ferreira, declararam-se enganados pelos socialistas.

O líder parlamentar social-democrata, Marques Guedes, defensor do «não», insistiu que a lei deveria estabelecer que a consulta médica prévia à realização do aborto fosse «no sentido de encorajar a mulher a não interromper a gravidez».

O CDS-PP, partido oficialmente pelo «não», lembrou através do deputado Pedro Mota Soares, que o Presidente da República, Cavaco Silva, apelou a que se procurasse «unir a sociedade portuguesa e não dividi-la ainda mais» com a nova lei do aborto.

«O Estado deveria combater o aborto. Este projecto representa um claro retrocesso em relação ao que muitos deputados desta câmara andaram a dizer aos portugueses durante o referendo», alegou, referindo-se à importação da lei alemã, que prevê um aconselhamento dissuasor da interrupção da gravidez.

Em resposta, o deputado do PS, Ricardo Rodrigues, considerou que «se havia dúvidas sobre a posição do PSD sobre esta matéria, ficaram esclarecidas» e que «a linha oficial» do maior partido da oposição é o «não» à despenalização do aborto por opção da mulher.
(Diário Digital/Lusa)