Que Forma de Aconselhamento?

Disse, no rescaldo do referendo: “…se não for um aconselhamento em defesa da vida, nesse caso não se poderá olhar para o aconselhamento como algo que não seja afinal uma autêntica liberalização do aborto. Na verdade, só não o será se um aconselhamento obrigatório existir no sentido de defender a vida!…”

O receio manifestado parece, infelizmente, estar a confirmar-se…

A proposta de alteração da lei sobre o aborto prevê uma consulta médica obrigatória, um acompanhamento facultativo, no âmbito psicológico e da assistência social, um período de reflexão mínimo de três dias e posteriormente um encaminhamento para o planeamento familiar.

A iniciativa é dos partidos de esquerda, PS, PCP, BE e Partido Ecologista «Os Verdes», unidos na propaganda pelo sim, sem que os dois principais partidos da oposição, PSD e CDS/PP, tenham subscrito a proposta.

É assim linearmente claro que o desejo formulado pelo Presidente da República de que se criassem as condições para a aprovação de uma lei o mais alargada possível, não está a ser satisfeito, pois só os partidos que fizeram campanha a favor do sim ao aborto aparecem como signatários da proposta.

Repare-se na camuflagem que o “aconselhamento” encerra: “um acompanhamento facultativo…”. Notem bem: “facultativo“. Ora… facultativo… é o mesmo que nada!

Continuam bem os da esquerda, nesta floresta de enganos em que querem que a gente se perca. Já não lhes bastou a forma vil como, no referendo, enganaram os portugueses, ao induzi-los em erro com a pergunta falaciosa. Prosseguem, agora, com o mesmo despudor, dando-se ares de estarem a ajudar a mulher e mãe a tomar uma decisão consciente…

Mas a proposta enganadora vai mais longe: os médicos objectores de consciência em relação ao aborto, não poderão integrar as equipas que farão o aconselhamento. Ora, isto é uma verdadeira contradição!
Então, afinal, o que se pretende com o aconselhamento? Não é mostrar, à mulher que pretende praticar o aborto, o valor inestimável da Vida e o dom precioso que é um filho?
Serão os médicos que pugnaram pelo sim ao aborto, que irão “aconselhar” as mulheres que pretendam abortar?!… Que “conselho” lhes darão?
Está bem de se ver… o conselho há-de ser… encaminharem-nas para uma clínica de abortos da sua confiança!

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One Comment em “Que Forma de Aconselhamento?”

  1. Maria Dornellas Says:

    A triste realidade do nosso País de hoje, vivemos rodeados de mentiras e cobardes. Onde estão os corajosos Portugueses que encararam com coragem o desconhecido e foram conquistar novos mares e terras?? Quando se tira Deus da constituição dum País, este fica entregue a quem?? Estamos a ver os resultados!
    Ó Portugueses, acordem! Vamos mudar o mal praticando sem medo, o bem. Só assim poderemos endireitar este País.


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